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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Jó 8 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 8

Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Falamos tantas bobagens quando pensamos que somos donos da verdade!

Após abrir a boca e gritar a alto e bom som, Jó se calou e esperou por palavras de ânimo, esperança e atitudes de compaixão e compreensão. Então, Bildade irrompe o silêncio com seus perspicazes argumentos filosóficos/teológicos.

Após Jó falar que sua vida apagava-se de uma forma horrorosa (capítulo 7), Bildade expôs-lhe a razão nua e crua segundo seu ponto-de-vista: “Bildade retrata a horrorosa punição do perverso como a luz que se apaga (vv. 5-6), a ave pega na armadilha (vv. 7-10), o criminoso caçado (vv. 11-13), a tenda que vem abaixo (vv. 14-15) e árvore que seca (vv. 16-17)” (Warren W. Wiersbe).

Palavras cruéis, ferinas e humilhantes saem como flechas da boca dos que arrotam possuir todas as respostas. “Após acusar Jó de vociferar palavras irresponsáveis, Bildade defende a justiça de Deus em punir o perverso e recompensar o justo. Além disso, afirma, com tremenda indelicadeza, que os filhos de Jó morreram porque pecaram contra Deus” (William MacDonald).
• Forte, não?

A razão de nossa indelicadeza no falar está nos falsos conceitos que estão em nossa mente, eles explodem em nossas palavras e atitudes. “Bildade compartilhava os falsos conceitos de seus companheiros; por isso, teve dificuldades para condoer-se de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).

Às vezes não importa a exposição teológica, mas a forma de lidar com quem carece de consolo, compaixão e empatia. “Quando as pessoas sofrem, elas não desejam um debate teológico e argumentativo. Precisamos lembrar-nos deste fato quando procuramos ajudar os que se acham envoltos em pesar. Eles necessitam de alguém que lhes segure a mão e ouça suas exclamações de dor”, explica Mayer-Marlow.
• Concordas?

Podemos crescer muito como cristãos estudando o livro de Jó: “Precisamos considerar aqueles que sofrem, não como ilustrações abstratas do grande conflito, mas como pessoas reais. Eles almejam que os aceitemos como pessoas íntegras, e não como seres inferiores que estão sendo submetidos a castigos por causa de pecados em sua vida. O sentimento de culpa só tende a exacerbar o sofrimento” (Mayer-Marlow).

Sofredores precisam de crentes verdadeiramente...
• Amorosos;
• Atenciosos;
• Altruístas;
• Simpáticos;
• Empáticos;
• Positivos;
• Dedicados;
• Comprometidos;
• Visionários;
• Consagrados.

Devemos refletir o caráter de Deus aos sofredores! Precisamos ser cristãos reavivados biblicamente, transformados pela graça! Ativos... Heber Toth Armí /       


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Jó 7 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 7

Comentários do Pr. Heber Toth Armí
Nossa fé em meio ao sofrimento é espetáculo ao Universo (I Coríntios 4:9-13). Jó não foi apenas um dos primeiros grandes espetáculos, mas também grande ícone que serviu (ainda serve) de exemplo de fidelidade a Deus quando tudo conspira para abandoná-lO!
Jó aproveitou bem a vida, mas agora estava moribundo visualizando e desejando a morte, considerando-se pior que todos. A vida é efêmera, passa rapidamente, é como um sopro ou nuvem que logo se desfaz... Seu sofrimento acabou com a vida. Para ele...
• ...a vida é dura, comparada à dura escravidão, ou a um trabalhador que só tem míseros salários para receber no fim do mês (vs. 1-3);
• ...as noites eram horríveis, pois quando tentava dormir, debatia na cama à noite toda (v. 4); quando dormia, surgiam pesadelos e visões tão horríveis que o aterrorizavam (vs. 13-14);
• ...a vida não tinha sentido, pois após ter batalhado para viver correta e honestamente, agora seu corpo estava coberto de vermes e cascas de feridas, sua pele escamosa e dura estava cheia de pus que vazava constantemente (v. 5).
Com tal quadro clínico, experimentando “meses de decepção” (7:3, BJ) com “implacável dor” (6:10), Jó declara que não se calaria ainda que os argumentos de seus amigos fossem como mordaça para lhe reprimir as palavras (vs. 6, 11). Baseando-se nessa premissa, Jó grita ao ar querendo a atenção de Deus (vs. 7-12).
Jó desprezou a vida, mas não a Deus – mesmo que se sentia desprezado por Ele (vs. 16-19). É nítida a preferência pela morte estando num estágio avançado de sofrimento (vs. 13-15). Meu destaque, porém, vai à visão de bondade e misericórdia de Deus que Jó preservava mesmo atribuindo-Lhe seu sofrimento. Ele apelou ao Senhor que perdoa ao miserável pecador (vs. 20-21).
Quando...
• ...tudo conspirar contra nós, podemos ainda contar com Deus. Quem não tem fé e confiança nEle, nestas horas, a quem recorrer?
• ...o desespero bate à porta de nossa alma, sem a compreensão da bondade e misericórdia do Salvador, como enfrentar a dor cruel?
• ...pessoas queridas nos desprezam e a ciência e a medicina nada podem fazer por nós, a quem recorrer se não for a Deus?
A fé em Deus é essencial em tudo na vida! Revigore-a agora mesmo e viva melhor!

Heber Toth Armí /     

domingo, 25 de setembro de 2016

Jó 6 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 6

Comentários do Pr. Heber Toth Armí
O sofredor ouviu com atenção as sentenças de Elifaz. Percebe-se respeito nos diálogos e maturidade nos personagens envolvidos. Argumentos são buscados para justificar ou explicar o sofrimento. Temos muito que aprender...

• Jó reconhece que suas palavras foram precipitadas ao quebrar o silêncio, após sete dias um olhando para a cara do outro, sem dizer uma palavra (vs. 1-3);
• Jó, sendo sábio, mas com visão limitada, ousou interpretar seu sofrimento como vindo de Deus. Isso porque ele não sabia o que sabemos sobre o diálogo de Deus com Satanás no Céu (v. 4);
• Jó questionou sua sorte, mas não se rendeu nem agiu conforme sugeriu Elifaz em sua fala (vs. 5-12);
• Jó revela certo grau de desespero, não viu luz no fim do túnel, nem mesmo o fim do túnel; ele se sentiu no fundo do posso e, só quem passa pela mesma situação poderá entender a dor de sua alma – isso deu-se, em parte, pela frieza de seus supostos amigos (vs. 13-14);
• Jó tencionou descrever os sentimentos que pairaram em sua alma, a solidão que sentia (vs. 15-21);
• Jó defendeu-se das acusações proferidas por Elifaz alegando serem infundadas, suas conclusões foram mal interpretadas e suas críticas foram sem provas (vs. 22-30).
Reflita:
“Se Jó pudesse tão-somente ter conhecido os planos dos céus pouco antes de lhe sobrevir a provação, como a nós é permitido vislumbrá-los no prólogo do poema, e se pudesse tão-só ter sabido previamente o resultado de seu sofrimento, como Deus o conhecia de antemão e como nós o vemos agora... teria reagido a tudo de forma diferente!” diz J. Sidlow Baxter.
E acrescenta: “Mas, por outro lado, este é justamente o traço distintivo que dá ao livro inteiro seu significado para nós: Jó não sabia; e, por mais simples que esse traço possa parecer, é por não reconhecer sua importância que a maioria dos leitores perde a mensagem do livro”.
1. Às vezes é melhor não saber o que está por trás de nossa dor e sofrimento, mas pretender crescer através dos infortúnios da existência.
2. Não haveria busca por respostas ou amadurecimento intelectual caso já soubéssemos tudo o que passa nos bastidores de nossa vida.
A falta de informação deve levar-nos à submissão total a Deus! Busquemos reavivamento!
Heber Toth Armí /    


sábado, 24 de setembro de 2016

Jó 5 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 5
Comentários do Pr. Heber Toth Armí
Sempre que Satanás ataca, seu objetivo é fazer com que suas vítimas vivam independentes de Deus; ou seja, ele provoca problemas financeiros, familiares e de saúde visando que andemos segundo nosso parecer, nossas vontades e nossos sentimentos até que, descartemos Deus, Sua vontade e planos para nossa vida.

Precisamos estudar e conhecer a própria filosofia de vida baseada na revelação clara da verdade a fim de não cair nos laços da ignorância camuflada de conhecimento. É essencial fazer um ajuste em nossa filosofia de vida, inclusive, ou especialmente, a religiosa, para que nos habilitemos a dar maiores contribuições aos pecadores que vivem por instinto, às vezes, até pior que os animais.

John E. Hartley destaca assim os pontos do primeiro discurso filosófico de Elifaz:
1. Uma palavra de consolo (4:1-6);
2. A doutrina da retribuição (4:7-11);
3. Comunicação de uma visão (4:12-21);
4. A humanidade sem um mediador (5:1-7);
5. Apelo a Jó para buscar a Deus (5:8-16)
6. Capacidade de libertação de Deus (5:17-27).

A conclusão de Elifaz era que “Jó deveria aceitar o castigo divino porque Deus cuidaria dele e endireitaria todas as coisas afinal!” (Bíblia Andrews).

Como julgar alguém quando a base de nosso julgamento é imperfeita? Realmente a humanidade não tem nenhum mediador perante Deus? Quem precisava voltar-se para Deus e buscá-lO de verdade, Jó ou Elifaz?

Vamos pensar mais: Nos dias de hoje, não têm...
• ...crentes com doutrinas adulteradas convidando gente para converter-se a Deus?
• ...instituições religiosas deturpando o sacerdócio intercessório de Jesus acrescentando pessoas mortas nessa intercessão?
• ...pregadores que passam a ideia de que quem sofre é porque está longe de Deus?
Precisamos cuidar para que nossa opinião/convicção pessoal sobre Deus não deturpe Seu caráter santo, bondoso e misericordioso. Nossas ações refletem nossas crenças, portanto, precisamos basear-nos solidamente nossos pensamentos e filosofias na Palavra de Deus. Reflita:
• Sem dependência total de Deus para pensar, refletir e elaborar conceitos, falaremos um monte de baboseiras;
• Sem exame sério e profundo das Sagradas Escrituras, faremos teologia e/ou filosofia sem base sólida que resulta em meias verdades (mentiras camufladas de verdade).
• Sem a revelação de Deus os mais exímios pensadores ficam tagarelando sem resultados positivos para os sofredores.

Dependamos de Deus como Jó, independente do que os outros falem! Reavivemo-nos! Heber Toth Armí /     


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Jó 4 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 4

Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).

Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:

• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.

• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).

• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!

• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).

Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).

Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que que amam contemplar a verdade”.

• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.

• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).

O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? Heber Toth Armí /  

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